segunda-feira, 10 de setembro de 2012

FIQUE POR DENTRO


Desmatamento na Amazônia afeta regime de chuvas:
 
 
 

Geografia do Amapá

Relevo

O Estado do Amapá apresenta basicamente três modalidades de relevo, são elas:
  • Planície Litorânea: é caracterizada por ambientes propícios a inundações, pois a superfície é muito plana e dificulta a drenagem das águas.
  • Baixo Planalto Terciário: refere-se a planaltos levemente elevados e planície litorânea.
  • Planalto Cristalino: essa unidade de relevo predomina no Estado, ocupa grande parte do território, se localiza em uma região que concentra diversas serras, colinas e morros.
O relevo do Estado é predominantemente plano, isto é, com baixas altitudes, se faz presente nas proximidades da foz do Rio Amazonas, litoral e bacia Oiapoque. Na porção centro-oeste e noroeste apresentam maiores elevações, podendo atingir 500 metros acima do nível do mar.

Clima

O estado do Amapá, em sua totalidade, é influenciado pelo clima equatorial superúmido, isso significa que ocorre uma grande quantidade de calor e umidade que favorece a propagação da biodiversidade.
As temperaturas médias que ocorrem no Estado variam de 36ºC a 20ºC, a primeira ocorre principalmente no fim da tarde e o segundo acontece no alvorecer. O clima local apresenta duas estações bem definidas, denominadas de verão e inverno. Os índices pluviométricos ocorrem anualmente em média superior a 2.500 mm.

Vegetação

Como o clima do Estado é quente e úmido a cobertura vegetal é bastante diversificada e apresenta Florestas, e essas são classificadas em Floresta de Várzea, Floresta de Terra Firme, além de campos e cerrados.
Nas áreas próximas ao litoral a vegetação encontrada é o mangue ou manguezal. Aproximadamente 73% da área estadual é coberta pela Floresta Amazônica.

Hidrografia

Cerca de 39% da bacia hidrográfica do Estado faz parte da bacia do Amazonas. A rede hidrográfica do Amapá é formada por rios que desempenham um grande papel econômico na região desde a atividade pesqueira até o transporte hidroviário. A maioria dos rios do Amapá deságuam no oceano Atlântico. Dessa forma, os principais rios são: 

  • Rio Araguari: possui 36 cachoeiras.
  • Rio Oiapoque: fronteira natural entre o Brasil e a Guiana Francesa.
  • Rio Pedreira: foi utilizado para retirar pedras destinadas à construção da Fortaleza de São José de Macapá.
  • Rio Gurijuba: foi um rio com grande concentração de peixes.
  • Rio Cassiporé: conhecido pela grande quantidade de peixes.
  • Rio Vila Nova: fronteira natural entre o Amapá e o Pará.
  • Rio Matapi,Rio Maracapú,Rio Amapari,Rio Amapá Grande,Rio Flexal,Rio Tartarugalzinho e o Rio 

Fonte: G. E e Amapá digital


Usinas Hidreletricas do Rio Madeira

A construção de barragens para implantação de usinas hidrelétricas (UHE) na bacia do rio Madeira e outros rios amazônicos é considerada pelo setor elétrico como uma necessidade para o desenvolvimento econômico do Brasil e da Amazônia, pois a oferta de energia elétrica atrai novos investimentos, e, com isso, haverá o crescimento da economia local. A região Norte do Brasil é rica em recursos hídricos. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), aproximadamente 44% do potencial hidráulico remanescente no Brasil estão concentrados na região Norte, com 114GW a serem ainda utilizados.


Segundo os planos nacionais de expansão dos aproveitamentos hidrelétricos para o estado de Rondônia, estão previstas seis UHE (Jirau, Santo Antônio, Madeira Binacional, Monte Cristo, Ávila e Ji-Paraná), as quais, construídas em 3.731,919 Km2, atingirão 12 áreas indígenas, totalizando 5.784 habitantes.
A capital de Rondônia, a cidade de Porto Velho, situa-se ao norte do estado e apresenta, ainda hoje, precárias condições sanitárias, principalmente na área rural. O ingresso de milhares de trabalhadores na área para as obras civis das UHE do rio Madeira pode agravar ainda mais as condições de saúde da população local. Os impactos sociais e econômicos das obras não se restringem à vizinhança de Porto Velho, uma vez que alteram regionalmente as condições de vida, a economia e o fluxo migratório de Rondônia. As maiores críticas à implantação de tais usinas apontaram para a necessidade de estudos ambientais mais efetivos sobre o conjunto dos impactos e sua extensão em todo o território da bacia hidrográfica diretamente afetada.

Quanto aos impactos sobre os seres vivos, destacam-se as interferências que as hidrelétricas terão sobre a migração de peixes na região, bastante intensa entre os rios da bacia do Madeira e do Purus e da bacia Amazônica em geral.
Outro problema apontado por cientistas da área de saúde é a incidência de malária. Segundo estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), a construção de UHEs na região Amazônica geralmente causou aumento de casos da doença, sugerindo que se as condições atuais de saneamento e os serviços públicos de saúde oferecidos à população não sofrerem uma profunda reestruturação tanto física quanto humana, os riscos de uma nova epidemia aumentarão consideravelmente, uma vez que a propagação dessa moléstia está ligada a modificações no ambiente, como os desmatamentos, processos migratórios, urbanização, características econômicas, sanitárias e comportamentais.

Para concluir, precisamos entender que o aproveitamento do potencial energético dos rios do Brasil e da região Amazônica pode e deve ser feito, inclusive por se tratar de uma fonte de energia muito mais limpa que os combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, que são as principais opções para a geração de energia atualmente exploradas no Brasil. Por outro lado, não podemos esquecer que o aproveitamento energético de rios como o Madeira deve ser realizado tendo em vista todas as precauções relacionadas à presença de populações tradicionais, à biodiversidade aquática mais rica do planeta e também aos riscos de propagação de doenças endêmicas, como é o caso da malária. A busca de um equilíbrio é um desafio para o setor elétrico, que precisa ser equacionado para o bem das populações amazônicas e da sociedade brasileira como um todo.

Fonte: http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/preunivesp/969/impactos-ambientais-das-usinas-hidrel-tricas-do-rio-madeira.html

domingo, 2 de setembro de 2012

Município de Serra do Navio


História

Desmembrado do município de Macapá, Serra do Navio foi chamado inicialmente de Água Branca do Amapari e, posteriormente, Serra do Navio. A comunidade de Água Branca do Amapari fica localizada a aproximadamente 10 quilômetros da sede do município.

 O município de Serra do Navio foi criado em primeiro de maio de 1992, através de lei numero:007/92. A cidade foi criada inicialmente para abrigar os funcionários da ICOMI - Indústria e Comércio de Minérios, que firmou contrato de exploração de manganês amapaense por 50 anos, ou seja até 2003. No entanto, a reserva esgotou antes do tempo previsto e a empresa deixo o local.

Enquanto a sede estava sendo administrada pela ICOMI, a vila era modelo de organização e eficiência em todos os setores. Representava a rede de maior projeto privado do Estado do Amapá. Os moradores não tinham a necessidade de sair da vila para nada. Com relação ao atendimento médico, eram efetuadas cirurgias que até hoje não se realizam na capital.

Com a saida definitiva da ICOMI e após a instalação do Município, a sede passou a ser administrada pela Prefeitura, mas devido a dificuldades financeiras, ficou difícil manter o padrão implantado pela ICOMI, pois a manutenção de uma estrutura daquele porte demandaria bastante recursos.

 A infra-estrutura lembra uma pequena cidade do sul do país. Serra do Navio é cheia de atrativos, detém densas florestas com inúmeras espécies da flora e fauna integrantes da grande biodiversidade da floresta Amazônica. Banhada pelo rio Amapari e seus igarapés, por parte do Araguari e Mururé, o local tem hidrográfica marcante por se tratar de rios com belas corredeiras, ricos em peixes e recantos naturais de rara beleza como os balneários de cachaço e pedra preta. O clima merece destaque por ser um município que pertence a um estado cortado pela linha do equador, mas por estar situado numa serra, a uma altitude de 148,5m, a temperatura é sempre amena. No período de inverno a temperatura chega a 15c e a neblina,, em alguns períodos do ano, é tão densa que não se consegue visualizar mais de seis metros.
 A Serra é o único lugar do país que possuir um espécie de beija-flor. O brilho do fogo, o Topázio.
Durante o ano, as mais importantes festas populares são o baile das flores, o festival do cupuaçu e a tradicional festa da mina.

Geografia:

Dados do Município
Características
Nome Oficial
Município de Serra do Navio
Lei de Criação
Nº 7, de 1º de maio de 1992
Limites
Norte: Oiapoque
Sul: Amapari
Leste: Calçoene, Pracuúba e Ferreira Gomes
Oeste: Amapari
Área
7.757,3 km2
População (IBGE 2010)
4.409 habitantes (recenseada e estimada)
Comunidades Principais
Serra do Navio (Sede)
Água Branca
Arrependido do Amapari
Cachaçodo Amapari
Distância da Capital
197 km
Produção
Manganês (em fase de extinção)
Transporte
Rodoviário e Ferroviário
Aeroporto
Nenhum
Clima
Tropical Chuvoso
Temperatura
Media anual mínima de 18°C e máxima de 35°C
Grupos Indígenas
Nenhum
Atração Turística
A cidade em si é uma atração turística, possui toda a estrutura de uma cidade pequena do sul do país, aliada ao clima frio pelas manhãs. Além disso existem cachoeiras e florestas

Fonte: http://www.sefaz.ap.gov.br/sre/geral/serra_navio.jsp
http://www.fundacaoserradonavio.ap.gov.br/historico_serra.html